Aquarismo – O Descarte Irregular De Peixes Ornamentais

Uma prática comum e prejudicial gerada pela desinformação.

O descarte de peixes ornamentais é uma prática extremamente comum, que pode parecer inofensiva para a maioria das pessoas, devido principalmente à carência de informações no ramo.

Alguns dos motivos para o descarte são devido a problemas com animais enfermos, onde o dono não conseguiu encontrar tratamento adequado para esse animal e fica com receio de contaminar as espécies restantes presentes no aquário, quando o animal se torna muito grande para o tamanho do aquário, quando não há compatibilidade entre as espécies, quando se deseja inserir novas espécies, ou até mesmo pelo fato de o proprietário não desejar ter mais o aquário e acabar com o hobby.

Diante dessas situações, sem saber o que fazer com o animal e para não sacrificá-lo, o descarte é feito no ambiente natural e pode ocorrer em rios, lagoas, lagos de propriedades rurais e urbanas e esses animais podem migrar e chegar a bacias dos quais não são nativos. Apesar da prática ser bastante comum, o descarte irregular de animais e peixes não nativos é considerado um crime ambiental. [userpro_private]

Uma das maiores consequências é o fato de ser prejudicial a outras espécies nativas que habitam na região afetada, pois, se a espécie introduzida não for nativa da região, ela pode comprometer as outras, reduzindo a densidade populacional. Pode causar também produção de híbridos, competição, invasão biológica e pode afetar a qualidade da água, além de ameaçar a biodiversidade local.

Uma das soluções encontradas para amenizar o descarte irregular de peixes ornamentais é a conscientização em lojas do ramo de aquarismo e criadores, além da divulgação na internet. É importante que os lojistas avisem e incentivem os clientes a não descartarem esses animais na Natureza, e sim a levar esses peixes aos donos das lojas que possam receber esses animais; ou também incentivar a serem trocados, vendidos ou doados em fóruns e grupos de redes sociais; e a jamais serem descartados em ambiente natural.

O confinamento de peixes ornamentais para fins contemplativos é antigo. Segundo os historiadores, o aquarismo remonta aos antigos egípcios e romanos, desenvolvendo-se com mais força na China e no Japão entre os anos 970 e 1279. “Hoje, o mercado mundial de peixes ornamentais movimenta, por ano, cerca de US$ 3 bilhões. Já a indústria de equipamentos e acessórios para aquarismo, incluindo a literatura especializada, ultrapassa os US$ 15 bilhões”, finalizam os especialistas.

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